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vendredi 19 juin 2015

Des amours pour l'éternité - Amores para a eternidade: Seguimos.




Há pessoas que transformam as nossas vidas. Elas são Presentes para a nossa existência, estejam elas neste planeta ou não mais.

Os filmes Peixe Grande e La délicatesse retratam como há seres transformadores e se os perdemos precisamos ter coragem e força de seguir em frente com eles dentro do nosso coração.
Pois a memória que temos deles continua viva e também os traços que eles deixaram em nós.



Coloco a seguir a canção Bel Amour do filme La délicatesse, o qual recomendo vivamente.
E recomendo muito também o filme Peixe Grande, do qual a atriz francesa Marion Cotillard faz parte, e onde vemos como permitir que as pessoas nadem no grande oceano da vida é importante, fortalecedor e maravilhoso.


"Bel Amour
Si je pouvais bâtir, 
un soleil, un empire 
pour toi, 
Si je pouvais bâtir,
un soleil, un empire
pour toi,
sans hésiter
cent milles fois,
je le ferais

si je pouvais tout changer
et si je pouvais braver
la mort, j'irais te chercher
plus jamais je ne te quitterais

si les lumières du matin pouvaient ramener tes mains, ton corps et ta chaleur,
mon amour
non, je n'aurais plus peur

quand je ferme les paupières
j'entends ta voix et j'espère
pouvoir enfin, retrouver
mon bel amour pour l'éternité"     



Os seres amados nos habitam e estão sempre conosco; portanto: Seguimos.


dimanche 15 septembre 2013

Pai

o músico Emicida, lançou em 2013 a música "Crisântemo".

coloco aqui o clip gravado em maio de 2013 na "Ocupação Mauá", centro de São Paulo, e também a versão para o novo cd.

esta música mostra o que é Arte: algo cotidiano, nascido da experiência vivida e tornado universal.
O mesmo que fez Marcel Proust, por exemplo. Quantas pessoas gostariam de que a mãe os esperasse dormir? Proust abre "Em busca do tempo perdido" com isto com sua narrativa que abrange o universal, a partir de uma escrita única.

Em "Crisântemo" não é o pai do Emicida, não é o pai da Angelina, nem o da Vera ou de nehuma outra pessoa específica. Aqui é a experiência e o sentimento que ultrapassam países.

" Perder o pai já é uma tragédia
  Perdê-lo na infância é sentir saudade
  Não do que viveu, mas do que poderia ter vivido.
   ...
  Quando o pai morre
  A gente perde a mãe também"







com João Corrêa de Souza.

Angelina.

mardi 24 juillet 2012

deux jours à tuer e o desejo de Se sentir vivant

Deux jours à tuer, traduzido em português como Dois dias para esquecer, é um filme francês de 2008, dirigido por Jean Becker. Recomendo a todos este longa, um dos melhores que já vi.

Em Deux jours à tuer nós acompanhamos a história de Antoine Méliot, um publicitário de 42 anos, com uma linda esposa, filhos, amigos e que de repente muda de comportamento. Ele decide ir visitar seu pai na Irlanda e embarcamos com Antoine nesta viagem sem explicações, mas com um objetivo: Se sentir vivant.

Este filme, muito sensível, nos faz refletir sobre: sofrimento e o desejo de viver bem com dignidade; e até onde queremos e/ ou podemos deixar que as pessoas nos vejam sofrer.

"Je n’ai pas pu supporter que tu me vois dépérir..."


a música final do filme:


Le temps qui reste    
 Paroles: Jean-Lou Dabadie. Musique: Alain Goraguer  2002 

Combien de temps...
Combien de temps encore
Des années, des jours, des heures, combien ?
Quand j'y pense, mon coeur bat si fort...
Mon pays c'est la vie.
Combien de temps...Combien ?
Je l'aime tant, le temps qui reste...
Je veux rire, courir, pleurer, parler,
Et voir, et croire
Et boire, danser,
Crier, manger, nager, bondir, désobéir
J'ai pas fini, j'ai pas fini
Voler, chanter, parti, repartir
Souffrir, aimerJe l'aime tant le temps qui reste
Je ne sais plus où je suis né, ni quand
Je sais qu'il n'y a pas longtemps...
Et que mon pays c'est la vie
Je sais aussi que mon père disait:
Le temps c'est comme ton pain...
Gardes-en pour demain...
J'ai encore du pain
Encore du temps, mais combien?
Je veux jouer encore...
Je veux rire des montagnes de rires,
Je veux pleurer des torrents de larmes,
Je veux boire des bateaux entiers de vin
De Bordeaux et d'Italie
Et danser, crier, voler, nager dans tous les océans
J'ai pas fini, j'ai pas fini
Je veux chanter
Je veux parler jusqu'à la fin de ma voix...
Je l'aime tant le temps qui reste...
Combien de temps...
Combien de temps encore?
Des années, des jours, des heures, combien?
Je veux des histoires, des voyages...
J'ai tant de gens à voir, tant d'images...
Des enfants, des femmes, des grands hommes,
Des petits hommes, des marrants, des tristes,
Des très intelligents et des cons,
C'est drôle, les cons ça repose,
C'est comme le feuillage au milieu des roses...
Combien de temps...
Combien de temps encore?
Des années, des jours, des heures, combien?
Je m'en fous mon amour...
Quand l'orchestre s'arrêtera, je danserai encore...
Quand les avions ne voleront plus, je volerai tout seul...
Quand le temps s'arrêtera..
Je t'aimerai encore
Je ne sais pas où, je ne sais pas comment...
Mais je t'aimerai encore
D'accord.

                       


-Me sentir vivant, tu comprends? Vivant.


A. Renard

dimanche 8 août 2010

La fête des pères para João Corrêa

Hoje, 08 de agosto, comemora-se no Brasil o Dia dos Pais. Na França esta festa ocorre em julho (neste ano foi no terceiro domingo deste mês, dia 21).

Coloco aqui o curta "La fête des pères", de Marie Berto, premiado no 1° Prix Festival d'Altkirch.
Prestem atenção na música que o pai canta e volta no final: "Un Minimum" de Cécile Phi: "...Il suffit d'un mini mini mini minimum pour être heureux, d'un mini minimum..."



E aproveito aqui para homenagear meu pai com o curta, a música e com a "Canção pra você viver mais" do Pato Fu.
Eles mostram o "minimum" que nos faz viver mais.
Para João Corrêa de Souza, uma pessoa que é imortal.



Angelina.

lundi 1 mars 2010

Pai super pai


Coloco abaixo o texto que fiz para o concurso da Band News Fm, em agosto de 2009, com o tema "Pai super pai":

Com meu pai eu aprendi muito:
Aprendi a andar de bicicleta, ele me levou por um bom tempo pra passear todo dia de bicicleta, primeiro com as duas rodinhas, depois com uma só, nós morávamos em Peruíbe e todos os dias íamos de casa até o centro, o que era uma distância razoável, e com muita paciência ele ia ao meu lado. Então numa tarde, na frente de casa, em uma descidinha que havia, ele me disse “-Vai sem rodinhas.” , deu um medo enorme, meu coração batia forte, mas ele disse de novo “-Vai filha, sem rodinhas.” E eu consegui!
Nessa época eu tinha 7 anos e vivíamos numa casa com árvores, gato, cachorro, maritaca, papagaio, todos em casa, e desde esse período meu pai e eu, por iniciativa dele, ensinávamos os gatos a caçarem alimentos, colocávamos o alimento dentro de caixas de papelão com a boca virada pra baixo e os gatos faziam uma grande festa, realizávamos "melhoramento ambiental" antes do termo existir. Ele também me ensinou a não ter medo das demais espécies de animais, com técnicas – que uso até hoje - e toda essa vivência me ensinou a amar os animais.
Isso já seria o bastante. Mas ele também me ensinou a amar o processo criativo das artes e das ciências: de caixas de madeira da feira ele fazia guarda-roupa pra minhas bonecas e outras coisas, como um robô que era um dever de casa de artes e com a ajuda do meu pai eu ganhei o primeiro lugar, um brinquedo feito só de material reutilizado (caixa de sabão em pó, copinhos de plástico de café, retalhos de pano...) E diversos consertos e experiências que fazíamos juntos em casa, com ferramentas como esmeril e furadeira.
Partilho aqui algumas das situações vividas com o Seu João Corrêa de Souza, meu pai, uma pessoa fundamental na formação do meu caráter e nas escolhas que fiz no mundo adulto: cursei Letras porque a criação faz parte de mim e me realizo muito na escrita quando de uma página em branco crio uma narrativa; fiz estágio no MAC-USP por causa da paixão que tenho pelas artes plásticas e que com certeza nasceu na minha infância ao ver simples coisas ganharem significado nas mãos do meu pai; interesso-me muito pelos estudos e experiências da Física; e meu amor pelas demais espécies animais que nasceu da convivência que tínhamos com papagaios que subiam pelas minhas tranças, cães que eu escovava... e outras experiências a três: meu pai, o bichinho e eu.
Com meu pai aprendi tudo isso e aprendi que o que deixamos de mais importante pra quem amamos são o amor e atenção que lhes damos.

Angelina.