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mardi 22 janvier 2019

Franceses, brasileiros, belgas e as cores

- Bonjour!!!

As cores são as mesmas no mundo todo, sim, é verdade. Entretanto, será que todas as nações interpretam o significado das cores da mesma forma? 

Vamos traballhar um pequeno exemplo, le feu de circulation (o semáforo ou farol) para franceses, brasileiros e belgas.
Le feu de circulation nasceu à gas, em 9 de dezembro de 1868, em Londres. A existência dele foi pequena porque este Feu era acionado por policiais e explodiu ferindo gravemente o funcionário. Em 1912, em Cleveland, Estados Unidos, nasceu o primeiro Feu elétrico, ainda com apenas as cores vermelho e verde. Em 1920, surgiu o primeiro Feu de circulation tricolor, em Michigan. Na França o primeiro Feu, com somente duas cores, foi instalado em 1923; para o aparelho que conhecemos foi preciso mais 10 anos, em 1933 tivemos o primeiro Feu de circulation tricolore en France.

Atualmente, para franceses, brasileiros e belgas o aparelho utilizado como ferramenta de orientação para circulação dos carros é a mesma. Entretanto, quando nos referimos às cores, apesar de serem as mesmas para significar Pare, Alerta e Siga, há diferenças na maneira de trabalhar com elas.

No Brasil dizemos Semáforo ou Farol para denominar este aparelho de circulação. E as cores são denominadas como Verde, Amarelo e Verrmelho.
Para franceses e belgas temos as mesmas cores, entretanto a cor amarela lá é um pouco alaranjada e dizemos Orange, mesmo que, na verdade, temos um amarelo-alaranjado.

A diferença seguinte é entre França e Belgica: nos dois países podemos dizer Feu de Circulation; porém na França outro nome possível é Feu Rouge, enquanto na Belgica dizemos Feu Vert. Este contraste revela como vivemos dentro de visões de mundo. Franceses e belgas olham para o mesmo aparelho e uma nação reforça o vermelho, já a outra o verde.
Outro exemplo, além das cores, é como franceses e brasileiros denominam este pássaro:
Para franceses ele se chama OISEAU-MOUCHE, mouche significa mosca e, neste país, ela é interpretada como símbolo de rapidez. Já no Brasil, exatamente o mesmo pássaro, chama-se BEIJA-FLOR, pois nesta nação no momento de nomear este animal houve um olhar para o ato que ele realiza com as flores. Isto nos mostra e reforça como cada língua é de uma riqueza imponderável, cada língua revela  modos distintos de ver o mesmo mundo e de estruturar o pensamento. Por isso aprender uma língua é infinitamente mais do que estudar gramática.

Agora que fizemos toda esta reflexão, coloco algumas cores em francês, para que todos dirijam com segurança na França e na Bélgica!!! 😍😍😍



Les couleurs:


Les couleurs:




Muitas cores a todos.
Bises.
A. Renard

lundi 25 février 2013

vélo boulot dodo

hoje, em diversas cidades do mundo, guardadas as diferenças entre cada uma, as pessoas vão trabalhar de bicicleta, seja ela a moutain bike, a hibrida, a speed, a dobrável, a bike fixa e também a bike alugada nos postos da cidade (a vélib brasileira).


antes, bem menos pessoas se deslocavam de bike.
na França, nos anos 50, surgiu a expressão: "Métro Boulot Dodo" (metrô, trabalho, dormir).
esta frase nasceu inspirada da coletânea de poemas "Couleurs d'usine" de Pierre Béarn, publicada em 1951, e foi popularizada nos anos 50 e 60, ela foi um dos slogans em Maio de 68. Estes versos indicam que a pessoa passaria a maior parte sua jornada no trabalho e retornaria para casa à noite para dormir e nos dias seguintes a rotina se repetiria: uma crítica à alienação.

Le vers dont s'inspire l'expression "Métro Boulot Dodo"
« Au déboulé garçon pointe ton numéro
Pour gagner ainsi le salaire
D'un morne jour utilitaire
Métro, boulot, bistro, mégots, dodo, zéro »



atualmente, cresce o número de pessoas que vão de bike para o trabalho, escola, lazer e a expressão francesa  "métro boulot dodo" passa por uma transformação para "Vélo Boulot Dodo", na qual a conotação é de liberdade, rapidez, ecologia, economia, saúde, bem estar, alegria e interação com a cidade e os seres.


coloco aqui uma ilustração a partir de "Vélo Boulot Dodo", vejam como o ciclista sorri ao sair para o trabalho:





- À tous, bonne balade à vélo!



 A. Renard



mardi 24 juillet 2012

Vélib comemora 5 anos de vida: -La Vie est plus belle à vélo.


Em 15 de julho de 2007 nasceu o VÉLIB, ele é um sistema de empréstimo de bicicletas públicas criado pela prefeitura de Paris e que serviu de modelo e incentivo para diversos países, inclusive o Brasil.

Neste ano o Vélib, mistura das palavras Vélo = bike e Liberté =liberdade, completou 5 anos; No início eram 10 mil bicicletas disponíveis em 750 estações automatizadas, neste ano temos 23 mil vélibs em 1700 postos em Paris e arredores.

O olhar sobre a Vélib e vélos em geral se abriu.
Hoje em dia a bicicleta é vista seja em Paris, Amsterdam ou São Paulo -guardadas as diferenças- como meio de transporte, lazer e intervenção social.

No Vélib a primeira meia hora é gratuita, como ocorre com as bikes comunitárias do Itaú em São Paulo e no Rio de Janeiro, após 30 minutos cobra-se uma pequena taxa.

Com a vélib qualquer pessoa pode se balader. É uma idéia inclusiva. E como há muitos postos sempre há uma bike te esperando.

15 de julho foi dia de comemorar os 5 anos do sistema Vélib e tudo que ele nos proporciona: deslocamento rápido, seguro e prazeroso; abertura de reflexão para outros meios de transporte mais agradáveis e menos poluentes; aprendizado de compartilhar, respeitar e cuidar...

Coloco aqui um vídeo de Chartres para o Tour de France 2012 porque ele mostra bem a idéia de União-Comunhão-Comoção que há em andar de bike:








-Parabéns Vélib pelos seus 5 anos. Há muito mais vélo e liberté hoje em dia.

                 A frase do vélib é: "La ville est plus belle à vélo
                  e eu  digo: -La Vie est plus belle à vélo :)



A. Renard

mercredi 20 juin 2012

Bikes feitas para comover.

A palavra "comover" significa "mover junto" é isso que experimentamos quando vemos um quadro ou lemos um livro que nos impulsiona a repensar e a fazer algo; e as bikes: bicicletas públicas, vélos dobráveis, híbridas, speeds, fixas, todas as bicicletas, trazem em si o poder e o potencial que vai além de meio de transporte, de prazer e de interação: com bikes vivemos a comoção que transforma a pessoa e o mundo.

Está no Matilha Cultural a exposição "Cidades para pessoas" que retrata a primeira parte do projeto jornalistico que percorrera 12 cidades do mundo com a jornalista Natalia Garcia morando 1 mês em cada uma delas a procura de experiências, ideias e formas para colocar em prática um planejamento urbano no Brasil que permita o país para todas as pessoas. E a bike entra nesta transformação: boa opção para nos locomovermos e movermos o mundo.

"Cidade para pessoas" revela reflexões de como as cidades precisam ser feitas para todos e não só para carros, como é possível mudar a relação das pessoas com o entorno: com a vida; a expo nos mostra formas  de mudar a locomoção e urbanização das cidades e como as pessoas fazem parte fundamental da polis e são (e os que ainda não o são podem vir a ser) sujeitos ativos no microcosmo do bairro, da cidade e no macrocosmo do planeta.


A expo está até dia 9 de julho no Matilha Cultural, com as seis primeiras cidades visitadas pelo projeto.

Vale a pena a visita.
O Matilha Cultural fica na Rua Rêgo Freitas, 542, Centro de São Paulo.

Links:   http://matilhacultural.com.br/  e  www.cidadesparapessoas.com.br    


Vejam a palestra para o TEDxJovem em dezembro de 2011 feita na universidade Uma Paz, no parque do Ibirapuera, com tema "As Microrevoluções".



Alguns trechos do vídeo:
“... aí eu comprei uma bicicleta... e as minhas relações com a cidade mudaram muito... me locomover de um jeito mais inteligente. O que mudou? Ao invés de me proteger da rua eu passei ocupar a rua... trocas muito mais ricas...

Deparei com essa parede ... debaixo da ponte... –“cê está vendendo esses quadros?” “- não eu pendurei pelo Bonito”... que eu não veria se eu continuasse tendo uma situação de proteção com a minha cidade...
  
o tempo de atravessar a Paulista passou de 35 para 5 minutos... eu era muito mais paquerada no transito... e nunca mais eu perdi tempo procurando lugar para estacionar meu carro... e eu descobri uma nova cidade... bicicleta é economicamente melhor...”


vélibs no Canal Saint Martin.


Bikes para transformar e comover.

A. Renard 

vendredi 20 avril 2012

Vélib em Paris e no mundo

Para quem acompanha as publicações do nosso blog o tema Vélib (bicicleta coletiva) além de ciclovia, ciclo-faixa, tour de France... e toda a liberdade que se tem ao andar de bike (vélo et liberté) é recorrente.

E nesta publicação  indico o site feito pela prefeitura de Paris (mairie de Paris) para as pessoas que utilizam vélib; nele temos: roteiros de passeio, eventos, ecoliberté e muito mais, como o vídeo realizado por estudantes sobre Vélib e as emoções e prazer que ela desperta.

Muitos países atualmente tem as bicicletas coletivas, que nasceram na França com o nome de Vélib (Vélo et Liberté).

Curtam o site http://blog.velib.paris.fr/blog/2008/11/14/court-metrage-%C2%AB-un-velo-nomme-desir-%C2%BB/  

Vejam o vídeo "Un vélo nomé désir":  http://youtu.be/c09tQSycUB4


E dêem um chance para a bicicleta na vida de vocês.

Ao andar de bike: o ar, os cheiros, o coração batendo... pura poesia.

-Bonne balade.

                                              
Vélib no Canal Saint Martin.
 Foto do site  http://le-plume.blogspot.com.br/2009/03/veliberement.html


 Vélib ao lado da Mairie de Paris.


Vélib em Milão. Foto de  Guto Requena na Folha de São Paulo de 19/04/2012.


    A. Renard

mardi 13 mars 2012

vélo et liberté

No dia 02 de março uma ciclista que se deslocava de bicicleta para o trabalho em São Paulo, na Avenida Paulista, foi atropelada por um ônibus e morreu. Este fato grave, voltou o olhar de muitas pessoas para um fenômeno que já acontece na Europa e cada vez mais no Brasil e América: a bicicleta como meio de transporte e mais do que isso como reflexo de uma opção de vida.

A reflexão e discussão de como se deslocar se ampliou nos últimos anos em diversos países e desde 2007 existe o serviço de locação de bicicleta em Paris, o Vélib, que foi modelo para o Brasil em 2008.

O vélib, que une as palavras "vélo" e "liberté" -experiência que só quem anda de bicicleta sabe o que é- tornou a bicicleta também um meio de transporte público, as bicicletas são alugadas por valores bem baixos e muitas pessoas utilizam este serviço. Esta é uma forma de democratizar a bicicleta.

Com o Vélib, e seus similares em outros países, algumas pessoas utilizam a bicicleta para chegar até um ponto e depois pegam mêtro, carro ou outro transporte, outras pessoas percorrem médias e longas distancias com elas.
A quantidade de quilômetros não é o mais importante, o que conta é o fato de que a bicicleta se torna cada vez mais algo natural e intrínseco à um mundo que se deseja e se faz mais livre não só de poluição mas de individualismo. Em que existe um olhar mais cuidadoso para as pessoas e o ambiente.

No inicio deste mês, quando aconteceu a morte da ciclista tivemos um exemplo de como o motorista não repeitou um veículo muito mais frágil, em seguida tivemos manifestações em diversas cidades e no sábado, dia 10 de março, foi realizada a "Pedalada pelada" na qual se mostrava a vulnerabilidade de quem pedala, como estamos nus no trânsito. Ainda há um grande caminho a ser percorrido até que a bicicleta seja considerada, pela grande população, um meio de transporte, como se vê o carro e ônibus. Mas a mudança já começou, a bicicleta já faz parte do cotidiano de muitas pessoas. 

Faire du vélo, andar de bicicleta, é uma prática que vai chegando cada vez mais longe, hoje diversos países possuem cilcofaixas, ciclovias, ciclorotas, serviço de locação de bicicleta, serviços de entrega com bicicleta, por exemplo a "Carbono Zero Courier".
Paris, Londres, Nova York, Bogotá e Medelin na Colombia, São Paulo, Rio de Janeiro e muitas outras cidades nos mostram que subir em uma bicicleta e se deslocar com ela nos leva para outros espaços: fisicos, poéticos¹ e desnuda nossas escolhas de vida.


¹ tantos clips, fotos e filmes com bicicletas.

Sempé. The New Yorker. Le 12 septembre 1983


A. Renard


Bicicletas na Europa

Uma das imagens mais cotidianas na Europa e em especial na França são as bicicletas conduzidas por pessoas de todas as idades, em qualquer horário do dia e da noite, para os mais diversos destinos.

Compartinho aqui algumas imagens, para curtir e como convite pour se balader:

à Paris, la vue de ma fenêtre



à Madrid, devant Caixa Forum



à Londres, devant Tate Gallery






à Paris, au Quartier Latin

Vélib à côté du Georges Pompidou


à Paris, au Parc de la Villette



-Bonne balade!

A. Renard